Vídeo Histórico registrado pela Prefeitura de Palhano. Maio de 2018.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
domingo, 30 de dezembro de 2018
ESCRAVIDÃO NA CIDADE DE PALHANO E A ESCRAVA VALÉRIA
Existem relados de escravidão na cidade de Palhano nas últimas
décadas do século XIX.
Havia escravos na
propriedade do Possidônio Barreto que ficava na rua principal de
Palhano e na Propriedade da família da Dona Bibiu, onde hoje
funciona o Centro de Evangelização da Igreja Católica em frente ao
Hospital. Essa fazenda tinha o casarão, que existem até então,
diversos tamarineiros (a senzala ficava sobre os tamarineiros) entre
outros bens.
Existem relatos que
uma escrava chamada de Valéria fugiu da senzala na noite depois de
ser violentamente castigada, na senzala da casa grande onde hoje é o centro de evangelização da família Barreto. Vindo a falecer no meio do mato onde
hoje é a rua do oiteiro por traz da Escola Francisco de Moura. Esse
relato se confirma pelo nome da área. Chamada de Baixa da Valeria. E
por existir um cruzeiro no local da morte da escrava até pouco anos atrás, zelado pelo Nelson da Pipoca.
Video: Prefeitura de Palhano
Histórico da Formação Politica do Palhano - Parte 1
Documentos históricos mostram que a cidade de Palhano entra para a história do Ceará na primeira metade do século XVIII, quando em 24 de outubro de 1733 foi feita a doação de uma Sesmaria de três léguas de terra (Datas e Fatos para História do Ceará, página 188) ao Coronel Manuel Gonçalves de Souza e ao Tenente-Coronel Estêvão de Souza Palhano, à margem do Riacho da Cruz, por serem descobridores do mesmo. A sesmaria denominada Cruz do Palhano, do Tenente-Coronel Estêvão de Souza Palhano, foi o primeiro povoado registrado na história do Ceará, na região onde hoje localiza-se o município de Palhano.
Na segunda metade do século XIX, em 18 de Agosto de 1882 um Ato provincial transforma a sesmaria do Sr. Estêvão em distrito, com a denominação de Cruz do Palhano subordinado ao município de São Bernardo de Russas. Pela lei provincial nº 2155, de 12 de agosto de 1889, transfere-se o distrito para município de União; E pelo decreto nº 58, de 4 de setembro de 1890, o distrito de Cruz do Palhano volta a pertencer ao município de São Bernardo das Russas.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito de Cruz de Palhano, figura no município de São Bernardo das Russas. E Pelo decreto nº 448, de 20 de dezembro de 1938, o distrito de Cruz de Palhano passou a denominar-se Palhano e o município de São Bernardo das Russas a denominar-se simplesmente Russas. Em divisão territorial datada de 1 de julho de 1950, o distrito de Palhano, figura no município de Russas. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1 de julho de 1955.
O distrito de Palhano foi elevado à categoria de município com a denominação de Palhano, pela lei estadual nº 4076, de 8 de maio de 1958, desmembrando-se de Russas. A prefeitura foi instalada no dia 15 de maio de 1958, sendo designado para responder pela municipalidade João Luiz de Santiago, que permaneceu nas funções até 12 de abril de 1959, quando foi nomeado prefeito interino Miguel Correia de Oliveira, até que fossem realizadas eleições municipais.
domingo, 19 de agosto de 2018
Foto Histórica de Palhano em 08 de Maio de 1994
Foto: Acervo da Biblioteca Publica de Palhano.
Na Foto da direita para esquerda estão:
- Nilson Freitas (professor, auditor da SEFAZ do estado do
Ceará, prefeito de 2009 a 2016 de Palhano);
- Joaquim Miguel de Lima, agricultor,
prefeito de Palhano de 1982 a 1987;
- Dr. Joaquim Félix, Médico do Detran e INSS, prefeito de Palhano
de 1994 a 1996;
- Valdemir, empresário, vereador por três mandatos;
- Bomfim Barreto, vereador por cinco mandatos;
- Quinha da Zilma, agricultor, vereador de Palhano de 1994 a
1996;
- Lucilane Moura, professor, prefeito de Palhano de 2000 a
2008;
- Zilnar, secretária de ação social;
- Ivelda Portelha, enfermeira, secretaria de saúde.
- Miguel Roiz.
Agente administrativo.
- Garoto, (não identificado).
Foto muito especial, com quatro prefeitos da cidade de Palhano. Três vereadores e pessoas que construíram um legado para o Palhano.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Palhano participa da Macha pelo Brasil de Lula
O Prefeito de Palhano (CE), Dinho
Nunes (PT) participou ativamente da Macha pela Brasil promovida pelo
ex-presidente da Republica Luiz Inácio Lula da Silva, Lula, na cidade de
Quixadá, no Ceará, nesta terça-feira (29
de agosto de 2017). Se apresentado como liderança política regional e fazendo
protagonismo político nacional. Mostrando que o Palhano pode destaca-se
politicamente no cenário Estadual e Nacional.
O Prefeito Dinho Nunes, filiado
ao Partido dos trabalhadores, escrevendo o Palhano com maior repercussão na
história do Ceará e do Brasil.
Fotos: Dinho Nunes 2017.
domingo, 2 de julho de 2017
Breve Resumo da História do Ceará
O Forte São Sebastião de Martim Soares Moreno
Com a
decisão do rei de Portugal D. João III em dividir o Brasil em capitanias
hereditárias, coube ao português Antônio Cardoso de Barros, em 1535,
administrar a Capitania do Siará (como era chamada a região correspondente às
capitanias do Rio Grande, Ceará e Maranhão). Entretanto a região não lhe
despertou interesse. Só então, em 1603, é que o açoriano Pero Coelho de Sousa
liderou a primeira expedição à região, demonstrando interesse em colonizar
aquelas terras.
Pero Coelho se instalou às margens do rio Pirangi (depois batizado rio Siará), onde construiu o Forte de São Tiago, depois destruído por piratas franceses. A esquadra de Pero Coelho teve que enfrentar ainda a revolta dos índios da região que inconformados com a escravidão, destruíram o forte obrigando os europeus a migrarem para a ribeira do rio Jaguaribe. Lá, a esquadra de Pero Coelho construiu o Forte de São Lourenço. Em 1607, uma seca assolou a região e Pero Coelho abandonou a capitania.
Em 1612 foi enviado ao Siará o português Martim Soares Moreno, considerado o fundador do Ceará, que também se instalou às margens do Rio Siará (atualmente Barra do Ceará), onde recuperou e ampliou o Forte São Thiago e o batizou de Forte de São Sebastião. Deu-se início a colonização da capitania do Siará, dificultada pela oposição das tribos indígenas e invasões de piratas europeus.
No ano de 1637, região foi invadida por holandeses, enviados pelo príncipe Maurício de Nassau, que tomaram o Forte São Sebastião. Anos depois a expedição foi dizimada pelos ataques indígenas. Os holandeses ainda voltaram ao litoral brasileiro em 1649, numa expedição chefiada por Matias Beck e se instalaram nas proximidades do rio Pajéu, no Siará, onde construíram o Forte Schoonenborch.
Em 1654, o Schoonenborch foi tomado por portugueses, chefiados por Álvaro de Azevedo Barreto, e o forte foi renomeado de Forte de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. A sua volta formou-se a segunda vila do Ceará, chamada de vila do Forte ou Fortaleza. A primeira vila reconhecida foi a de Aquiraz. Em 1726, a vila de Fortaleza passou a ser oficialmente a capital do Ceará após disputas com Aquiraz.
Ocupação
Duas frentes de ocupação atuaram no Siará, a primeira, chamada de sertão-de-fora foi controlada por pernambucanos que vinham do litoral, e a segunda, do sertão-de-dentro, controlada por baianos. Ao longo do tempo o Siará foi sendo ocupado o que impulsionou o surgimento de várias cidades. A pecuária serviu de motor para o povoamento e crescimento da região, transformado o Siará na “Civilização do Couro”.
Entre os séculos XVIII e XIX, o comércio do charque alavancou o crescimento econômico da região. Durante esse período, surgiram as cidades de Aracati, principal região comerciária do charque, Sobral, Icó, Acaraú, Camocim e Granja. Outras cidades como Caucaia, Crato, Pacajus, Messejana e Parangaba (as duas últimas bairros de Fortaleza) surgiram a partir da colonização indígena por parte dos jesuítas.
A partir de 1680, o Siará passou à condição de capitania subalterna de Pernambuco, desligada do Estado do Maranhão. A região só se tornou administrativamente independente em 1799, quando foi desmembrada de Pernambuco e o cultivo do algodão despontou como uma importante atividade econômica. Às vésperas da Independência do Brasil, em 28 de fevereiro de 1821, o Siará tornou-se uma província e assim permaneceu durante todo o período do Império. Com a Proclamação da República Brasileira, no ano de 1889, a província tornou-se o atual estado do Ceará.
Momentos históricos
Em 1817, os cearenses, liderados pela família Alencar, apoiaram a Revolução Pernambucana. O movimento, que se restringiu ao município do Cariri, especialmente na cidade do Crato, foi rapidamente sufocado.
Em 1824, após a independência, foi a vez dos cearenses das cidades do Crato, Icó e Quixeramobim demonstrarem sua insatisfação com o governo imperial. Assim eles se aderiram aos revoltosos pernambucanos na Confederação do Equador.
No século XIX, vários fatos marcaram a história do Ceará, como o fim da escravidão no Estado, em 25 de março de 1884, antes da Lei Áurea, assinada em 1888. O Ceará foi, portanto o primeiro estado brasileiro a abolir a escravidão. Um cearense se destacou nessa época: o jangadeiro Francisco José do Nascimento que se recusou a transportar escravos em sua jangada. José do Nascimento ficou conhecido como Dragão do Mar (atualmente nome de um centro cultural em Fortaleza).
Entre 1896 e 1912, o comendador Antônio Pinto Nogueira Accioly governou o Estado de forma autoritária e monolítica. Seu mandato ficou conhecido como a “Política Aciolina” que deu início ao surgimento de diversos movimentos messiânicos, alguns deles liderados por Antônio Conselheiro, Padre Ibiapina, Padre Cícero e o beato Zé Lourenço. Os movimentos foram uma forma que a população encontrou de fugir da miséria a qual se encontrava a região. Foi também nessa época que surgiu o movimento do cangaço, liderado por Lampião.
Nos anos 30, cerca de 3 mil pessoas se reuniram, sob a liderança do beato Zé Lourenço, na região no sítio Baixa Danta, em Juazeiro do Norte. O sítio prosperou e desagradou a elite cearense. Em setembro de 1936, a comunidade foi dispersa e o sítio incendiado e bombardeado. O beato e seus seguidores rumaram para uma nova comunidade. Alguns moradores resolveram se vingar e preparam uma emboscada, que culminou num verdadeiro massacre. O episódio ficou conhecido como “Caldeirão”.
Nos anos 40, com a Segunda Guerra Mundial, foi montada uma base norte-americana no Ceará mudando os costumes da população, que passou a realizar diversos manifestos contra o nazismo. Também na mesma década, o governo, a fim de estimular a migração dos sertanejos para a Amazônia realizou uma intensa propaganda. Esse contingente formou o “Exército da Borracha”, que trabalharam na exploração do látex das seringueiras. Milhares de cearenses migraram para o Norte e acabaram morrendo no combate entre Estados Unidos e Aliados com os exércitos do Eixo, sem os seringais da Ásia para abastecê-los.
Pero Coelho se instalou às margens do rio Pirangi (depois batizado rio Siará), onde construiu o Forte de São Tiago, depois destruído por piratas franceses. A esquadra de Pero Coelho teve que enfrentar ainda a revolta dos índios da região que inconformados com a escravidão, destruíram o forte obrigando os europeus a migrarem para a ribeira do rio Jaguaribe. Lá, a esquadra de Pero Coelho construiu o Forte de São Lourenço. Em 1607, uma seca assolou a região e Pero Coelho abandonou a capitania.
Em 1612 foi enviado ao Siará o português Martim Soares Moreno, considerado o fundador do Ceará, que também se instalou às margens do Rio Siará (atualmente Barra do Ceará), onde recuperou e ampliou o Forte São Thiago e o batizou de Forte de São Sebastião. Deu-se início a colonização da capitania do Siará, dificultada pela oposição das tribos indígenas e invasões de piratas europeus.
No ano de 1637, região foi invadida por holandeses, enviados pelo príncipe Maurício de Nassau, que tomaram o Forte São Sebastião. Anos depois a expedição foi dizimada pelos ataques indígenas. Os holandeses ainda voltaram ao litoral brasileiro em 1649, numa expedição chefiada por Matias Beck e se instalaram nas proximidades do rio Pajéu, no Siará, onde construíram o Forte Schoonenborch.
Em 1654, o Schoonenborch foi tomado por portugueses, chefiados por Álvaro de Azevedo Barreto, e o forte foi renomeado de Forte de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. A sua volta formou-se a segunda vila do Ceará, chamada de vila do Forte ou Fortaleza. A primeira vila reconhecida foi a de Aquiraz. Em 1726, a vila de Fortaleza passou a ser oficialmente a capital do Ceará após disputas com Aquiraz.
Ocupação
Duas frentes de ocupação atuaram no Siará, a primeira, chamada de sertão-de-fora foi controlada por pernambucanos que vinham do litoral, e a segunda, do sertão-de-dentro, controlada por baianos. Ao longo do tempo o Siará foi sendo ocupado o que impulsionou o surgimento de várias cidades. A pecuária serviu de motor para o povoamento e crescimento da região, transformado o Siará na “Civilização do Couro”.
Entre os séculos XVIII e XIX, o comércio do charque alavancou o crescimento econômico da região. Durante esse período, surgiram as cidades de Aracati, principal região comerciária do charque, Sobral, Icó, Acaraú, Camocim e Granja. Outras cidades como Caucaia, Crato, Pacajus, Messejana e Parangaba (as duas últimas bairros de Fortaleza) surgiram a partir da colonização indígena por parte dos jesuítas.
A partir de 1680, o Siará passou à condição de capitania subalterna de Pernambuco, desligada do Estado do Maranhão. A região só se tornou administrativamente independente em 1799, quando foi desmembrada de Pernambuco e o cultivo do algodão despontou como uma importante atividade econômica. Às vésperas da Independência do Brasil, em 28 de fevereiro de 1821, o Siará tornou-se uma província e assim permaneceu durante todo o período do Império. Com a Proclamação da República Brasileira, no ano de 1889, a província tornou-se o atual estado do Ceará.
Momentos históricos
Em 1817, os cearenses, liderados pela família Alencar, apoiaram a Revolução Pernambucana. O movimento, que se restringiu ao município do Cariri, especialmente na cidade do Crato, foi rapidamente sufocado.
Em 1824, após a independência, foi a vez dos cearenses das cidades do Crato, Icó e Quixeramobim demonstrarem sua insatisfação com o governo imperial. Assim eles se aderiram aos revoltosos pernambucanos na Confederação do Equador.
No século XIX, vários fatos marcaram a história do Ceará, como o fim da escravidão no Estado, em 25 de março de 1884, antes da Lei Áurea, assinada em 1888. O Ceará foi, portanto o primeiro estado brasileiro a abolir a escravidão. Um cearense se destacou nessa época: o jangadeiro Francisco José do Nascimento que se recusou a transportar escravos em sua jangada. José do Nascimento ficou conhecido como Dragão do Mar (atualmente nome de um centro cultural em Fortaleza).
Entre 1896 e 1912, o comendador Antônio Pinto Nogueira Accioly governou o Estado de forma autoritária e monolítica. Seu mandato ficou conhecido como a “Política Aciolina” que deu início ao surgimento de diversos movimentos messiânicos, alguns deles liderados por Antônio Conselheiro, Padre Ibiapina, Padre Cícero e o beato Zé Lourenço. Os movimentos foram uma forma que a população encontrou de fugir da miséria a qual se encontrava a região. Foi também nessa época que surgiu o movimento do cangaço, liderado por Lampião.
Nos anos 30, cerca de 3 mil pessoas se reuniram, sob a liderança do beato Zé Lourenço, na região no sítio Baixa Danta, em Juazeiro do Norte. O sítio prosperou e desagradou a elite cearense. Em setembro de 1936, a comunidade foi dispersa e o sítio incendiado e bombardeado. O beato e seus seguidores rumaram para uma nova comunidade. Alguns moradores resolveram se vingar e preparam uma emboscada, que culminou num verdadeiro massacre. O episódio ficou conhecido como “Caldeirão”.
Nos anos 40, com a Segunda Guerra Mundial, foi montada uma base norte-americana no Ceará mudando os costumes da população, que passou a realizar diversos manifestos contra o nazismo. Também na mesma década, o governo, a fim de estimular a migração dos sertanejos para a Amazônia realizou uma intensa propaganda. Esse contingente formou o “Exército da Borracha”, que trabalharam na exploração do látex das seringueiras. Milhares de cearenses migraram para o Norte e acabaram morrendo no combate entre Estados Unidos e Aliados com os exércitos do Eixo, sem os seringais da Ásia para abastecê-los.
Fontes:
- pt.wikipedia.org
- www.ceara.gov.br
- br.geocities.com
- www.secult.ce.gov.br
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Palhano e o Chip de Computador - Século 21, Ano 2017
A palmeira do Palhano, a Carnaúba, serve até para chip de computador. Palhano na era da informação.
A
carnaúba é a arvore prenominante no Palhano, com uma grande
floresta desta magnifica árvore. Em toda extensão do Rio Palhano.
É a árvore símbolo do Palhano juntamente com o cajueiro. Como
mostra o escudo do município.
O
nome científico é Copernícia prunifera,
deriva do Tupi e significa árvore que arranha. É encontrada somente
no nordeste brasileiro, principalmente nos estados do Ceará, Piauí
e Rio Grande do Norte. Essa planta típica produz cera em suas
folhas, um tipo de lipídeo capaz de evitar a perda da umidade
através de transpiração em razão de o clima do local onde se
encontram ser muito quente.
Ela é
conhecida também como “Árvore da vida”, e também chamada de:
carandaúba, carnaba, carnaubeira, caranaíba, carnaúva, dentre
outros. Sua planta atinge cerca de 15 metros de altura, os frutos se
formam em cachos.
Da
carnaúba tudo se aproveita. Até a sombra. Sem sombra de dúvidas.
Usada para construção civil, artesanatos produção de cosméticos, produção
de chip de computadores, dentro outros dezenas de utilidades.
A
carnaúba é um ícone e um totem. De longe parece um catavento. Sua
madeira de fibra ainda hoje sustenta os casarões e currais
centenários dos tempos coloniais, sobreviventes do tempo e do
descaso com a história. Fiquemos atentos porque ninguém projeta o
futuro tendo apenas o presente em suas memórias.
Seja
pela ecologia ou economia, a carnaúba está ligada ao melhor do
Palhano. Foi fundamental na formação social e economica do Palhano,
os principais casarões construidos na estrada que liga Palhano a
Russas passando por Comunidade como Faísca, Telha, Lagoa Cercada,
São Manuel. Nesta comunidades e no centro temos vários casarões
remanescente do período de ouro da cera de carnaúba. A cera da
carnaúba tem uma tradição histórica de representar a melhor
posição entre os primeiros lugares na lista dos itens do
extrativismo de exportação. Por Lei é proibido cortar um pé de
carnaúba. Mas, as carnaúbas ainda são muito destruídas,
principalmente para extrair a argila para produção de telhas e
tijolos.
O
chip? O que Palhano tem com isso?
A
cera é extraída das folhas. Na planta, serve naturalmente para
impedir a transpiração, a perda de água durante a temporada de
Verão. É tão versátil que já entrou até nos chips de
computador, funcionando como eficiente isolante
elétrico.
Mas tem mais. Para o polimento,
as qualidades da cera são incomparáveis. A cera é também usada
na fabricação de lubrificantes e cosméticos.
No
Palhano os principais produtores concentra-se nas comunidades de São
Manuel e Sítio Almas, onde grupos de profissionais trabalham desde
a extração da palha até cozimento da cera.
Com
a produção quase toda exportada, o
Nordeste é o único produtor mundial.
Ao lado do
ouro,
era carga preciosa que portugueses levavam do Brasil no século 18 a
bordo das caravelas. Naquela época, a cera era também usada na
produção das velas que iluminavam as casas da nobreza européia.
Francisco
de Assis
MBA
em Negócios do Desenvolvimento Regional Sustentável - UFBA
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