sexta-feira, 14 de abril de 2017

Palhano e o Chip de Computador - Século 21, Ano 2017

A palmeira do Palhano, a Carnaúba, serve até para chip de computador. Palhano na era da informação.

A carnaúba é a arvore prenominante no Palhano, com uma grande floresta desta magnifica árvore. Em toda extensão do Rio Palhano. É a árvore símbolo do Palhano juntamente com o cajueiro. Como mostra o escudo do município.
O nome científico é Copernícia prunifera, deriva do Tupi e significa árvore que arranha. É encontrada somente no nordeste brasileiro, principalmente nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Essa planta típica produz cera em suas folhas, um tipo de lipídeo capaz de evitar a perda da umidade através de transpiração em razão de o clima do local onde se encontram ser muito quente.
Ela é conhecida também como “Árvore da vida”, e também chamada de: carandaúba, carnaba, carnaubeira, caranaíba, carnaúva, dentre outros. Sua planta atinge cerca de 15 metros de altura, os frutos se formam em cachos.
Da carnaúba tudo se aproveita. Até a sombra. Sem sombra de dúvidas. Usada para construção civil, artesanatos produção de cosméticos, produção de chip de computadores, dentro outros dezenas de utilidades.
A carnaúba é um ícone e um totem. De longe parece um catavento. Sua madeira de fibra ainda hoje sustenta os casarões e currais centenários dos tempos coloniais, sobreviventes do tempo e do descaso com a história. Fiquemos atentos porque ninguém projeta o futuro tendo apenas o presente em suas memórias.

Seja pela ecologia ou economia, a carnaúba está ligada ao melhor do Palhano. Foi fundamental na formação social e economica do Palhano, os principais casarões construidos na estrada que liga Palhano a Russas passando por Comunidade como Faísca, Telha, Lagoa Cercada, São Manuel. Nesta comunidades e no centro temos vários casarões remanescente do período de ouro da cera de carnaúba. A cera da carnaúba tem uma tradição histórica de representar a melhor posição entre os primeiros lugares na lista dos itens do extrativismo de exportação. Por Lei é proibido cortar um pé de carnaúba. Mas, as carnaúbas ainda são muito destruídas, principalmente para extrair a argila para produção de telhas e tijolos.

O chip? O que Palhano tem com isso?
A cera é extraída das folhas. Na planta, serve naturalmente para impedir a transpiração, a perda de água durante a temporada de Verão. É tão versátil que já entrou até nos chips de computador, funcionando como eficiente isolante elétrico. Mas tem mais. Para o polimento, as qualidades da cera são incomparáveis. A cera é também usada na fabricação de lubrificantes e cosméticos.

No Palhano os principais produtores concentra-se nas comunidades de São Manuel e Sítio Almas, onde grupos de profissionais trabalham desde a extração da palha até cozimento da cera.

Com a produção quase toda exportada, o Nordeste é o único produtor mundial. Ao lado do ouro, era carga preciosa que portugueses levavam do Brasil no século 18 a bordo das caravelas. Naquela época, a cera era também usada na produção das velas que iluminavam as casas da nobreza européia.


Francisco de Assis
MBA em Negócios do Desenvolvimento Regional Sustentável - UFBA

segunda-feira, 13 de março de 2017

PALHANO - JANEIRO DE 1983

Fotos de Janeiro de 1983.
Do Acervo de Jeilson Santiago.

1.Mostra a Igreja Matriz e Praça da Matriz. Ainda com a televisão pública.

Desafio é descobri que é esse menino ou menina.

2. Vista do Mercado Público, fotografado da torre da Matriz.


3. Centro Administrativo, Prefeitura de Palhano.


4. Avenida Possidônio Barreto, rua principal de Palhano. Fotografada da torre da Igreja Matriz.


5. Praça da Matriz, vista da Torre da Igreja Matriz.


6. Cemitério de Palhano. Fotografado da Igreja Matriz. 


Fotografia do Acervo do Professor Jeilson Santiago.


domingo, 12 de fevereiro de 2017

Formação da Sociedade Palhanense – Família Lima I

Vídeo com uma grande homenagem da Família organizado e editado pela Isaac.
Fica o registro para o futuro dessa família que muito contribuiu para formação de nosso povo.


Fotos do acervo da família nas últimas décadas do século passado e deste século.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Agricultor de Palhano com Presidente Michel Temer

Os agricultores familiares Adalto, do município de Palhano, e Idalclésio, de Itaiçaba, receberam das mãos do presidente Michel Temer e do secretário especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário José Ricardo Roseno os títulos de regularização fundiária de suas propriedades, passo essencial para que eles possam melhor desenvolver suas atividades. A cerimônia ocorreu na última sexta-feira dia 09 de dezembro de 2016.

Foto: Facebook do Senador Eunice Oliveira

Foto: Portal do Planalto. da Esquerda para a direita, Idalclésio, agricultor de Itaiçaba,Seu Adauto de Palhano, Presidente Michel Temer, governador do Estado do Ceará Camilo Santana.
Seu Adalto mora no Córrego da Esperança, antigo Macacos, onde tenta produzir castanha de caju, feijão e mandioca. É um cidadão muito trabalhador e referência na região de Palhano. Assim, entra para história do Brasil e do Ceará, nessa foto ao lado Presidente Temer. 

domingo, 20 de novembro de 2016

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Breve Resumo das História das Secas no Ceará

Desde o século XVI, já tivemos inúmeras secas no Brasil, 124 foram registradas apenas no semiárido do nordeste.  De acordo com Natalício de Melo, as informações sobre as secas derivam de informações diversas, as mais antigas advém  de dados do Padre João de Azpilcuetta Navarro e de Fernão Garmin. As secas do Século XVII foram registradas por  Joaquim Alves e as dos Séculos XVIII e XIX por Tomaz de Souza, Joaquim Alves,  Euclides da Cunha (o conhecido autor do livro os Sertões),  Limério Moreira da Rocha (autor do livro Russas) e José Ramalho Alarcon. Somente nos Séculos XX e XXI aparecem os registros do Instituto de Meteorologia -INMET,  da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE  e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS.

Corpos de Cearenses ao Lado da Linha de Trem em direção ao Campo de Concentração de Senador Pompeu no Ceará. Seca do 1915.













O resumo dos registros históricos de seca no Nordeste do Brasil:
Seca de 1583- 1585: a primeira noticia sobre seca foi descrita pelo padre Fernão Cardin. Ele relata que houve uma grande seca no nordeste, fazendo os índios abandonarem a região por algum tempo. Cinco mil índios se deslocaram do Sertão de Pernambuco e Rio Grande do Norte para o litoral, pois as fazendas haviam deixado de produzir, afetando atividades associadas à cana-de-açúcar e mandioca, causando fome em várias áreas.
Seca de 1692:  Segundo o historiador Frei Vicente do Salvador, a seca atingiu todo o Rio Grande do Norte e Paraíba, causando prejuízos a população e pecuária.  Durante a seca, os indígenas se uniram e começaram a invadir as fazendas em busca de alimento. A imigração foi a única alternativa para povos que não tinham como se alimentar. A imigração em direção a Minas Gerais iniciou em 1692 em função da seca e da mineração de ouro.
Seca de 1720:  A pior seca e longa estiagem que se iniciou em 1720 e se prolongou até 1727, totalizando sete anos seguidos se seca. Há descrições do Senador Pompeu de Sousa Brasil que essa seca atingiu os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. A seca e a fome fez assolar pela região, secou fontes, estagnou rios, esterilizou lavouras, e dizimou quase todo o gado. Seca alarmante nas províncias do Ceará e do Rio Grande do Norte.
Seca de 1790: Este ano no Ceará, Alves faz referencia a um testemunho de uma autoridade que afirma que a seca matou todo o gado, causando falta de carne seca. A imigração foi intensificada pela seca, fome e doenças que se estenderam pelo nordeste. Seca transformou homens, mulheres e crianças em pedintes. Foi criada a Pia Sociedade Agrícola, primeira organização de caráter administrativo, cujo objetivo era dar assistência aos flagelados.
Seca de 1877: Uma das mais graves secas que atingiram o nordeste. Fortaleza chegou a ter cem mil habitantes, os sertanejos chegavam de diversas regiões com a esperança de migrarem para fora do Ceará, fugindo da seca, fome e pestes. No interior, unidos em grupos, flagelados saqueavam depósitos de mantimentos do governo. Em Juazeiro o padre Cícero se desdobrava para salvar seus fiéis, pois a seca estava acabando com o povoado que ele vivia há cinco anos.
Hoje se calcula que morreram mais de meio milhão pessoas em consequência das secas de 1877 / 1878 /1879. O engenheiro André Rebouças, abolicionista, negro, respeitado por suas ideias progressistas, calculava em mais de dois milhões as pessoas atingidas pela seca, ainda em novembro de 1877.
Seca de 1980: Essa foi uma das secas mais prolongadas da história do Nordeste: durou 7 anos. O auge do problema foi em 1981.  A estiagem deixou um rastro de miséria e fome: lavouras perdidas, animais mortos, saques à feiras e armazéns por uma população faminta e desesperada. Atingiu toda a região, deixando um rastro de miséria e fome em todos os Estados. No período, não se colheu lavoura nenhuma numa área de quase 1,5 milhões de km2. No período, 3.5 milhões de pessoas morreram, a maioria crianças sofrendo de desnutrição.  Pesquisa da Unesco apontou que 62% das crianças nordestinas, de 0 a 5 anos, na zona rural, viviam em estado de desnutrição aguda.
No Palhano, estado do Ceará, houve saques nos caminhões que traziam doações do sul do país.
Seca de 1998: Na década de 90, os anos de 1993, 1996, 1997, 1998 e 1999 foram anos sofríveis.  A seca de abril de 1998 estava prevista há mais de um ano, em decorrência do fenômeno El Niño, mas, como das vezes anteriores, nada foi feito para amenizar os efeitos da catástrofe.  Os efeitos de uma nova seca no Nordeste: população faminta promovendo saques a depósitos de alimentos e feiras livres, animais morrendo e lavouras perdidas. Com exceção do Maranhão, todos os outros estados do Nordeste foram atingidos, numa totalidade de cerca de 5 milhões de pessoas afetadas. A seca foi tão grave que Recife passou a receber água encanada apenas uma vez por semana. A estiagem deixou um rastro de miséria e fome: lavouras perdidas, animais mortos, saques à feiras e armazéns por uma população faminta e desesperada.
Seca de 2001: A seca de 2001 foi um prolongamento do período de seca do final da década de 90, que teve uma trégua em 2000. O Rio São Francisco sofreu com a pior falta de chuvas de sua história, causando uma diminuição drástica do volume de suas águas. Para piorar a situação, a falta de chuvas em todo o Brasil contribuiu para a pior crise energética que o país já viveu, somando a estiagem prolongada à falta de investimentos no setor.

Seca de 2012 a 2016: O Nordeste tem a pior seca dos últimos 30 anos (alguns meios de comunicação afirma que dos últimos 60 anos), desimano quase por completo a Pecuária e Agricultura familiar no Nordeste brasileiro. A terra sem verde, os rios sem água e os animais magros ou mortos pelos pastos do sertão. Em algumas regiões do semiárido nordestino não caiu nenhuma gota d’água em 2012. Essa seca terminou com grande prejuízo para os criadores do Nordeste. Segundo os dados da pesquisa Produção da Pecuária Municipal, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), a região perdeu mais 4 milhões de animais. Os níveis de água dos reservatórios no Ceará estão abaixo de 9% em novembro de 2016, segundo a Assembleia Estadual do Ceará.